sexta-feira, 23 de maio de 2014

ORAR PELA NÃO VIOLÊNCIA

Queridos irmãos e irmãs

Paz!

Esta palavrinha tão pronunciada por Jesus, tão repetida neste Tempo Pascal: "Pax Vobis"!
Quanto o nosso mundo precisa dessa paz que só Jesus dá e que ninguém pode tirar.
Pensemos nos vários campos: pessoal, familiar, grupal, municipal, nacional, mundial.
Como seria bom se a Paz fosse globalizada!
Agora, no Brasil com dois acontecimentos que se aproximam: Copa do Mundo e as próximas eleições.
Quanto precisamos da Paz.
Lutar pelos direitos, pela justiça, pela honestidade, pelo bem, mas lutar bem, através de meios não violentos. Seguindo o exemplo dos grandes pacifistas que tanto conseguiram por esse meio. Cito apenas dois: Ghandi e Mather Luther King.
Se queremos verdadeiramente Paz, aquela que Cristo veio trazer o mundo, não podemos nos servir de outros meios senão meios pacíficos, não violentos.
Rezemos pela Paz na família, nas Congregações Religiosas, na Igreja, no Mundo.
Partilho essa pela oração a Cristo Ressuscitado:

"Senhor Jesus Cristo, tua ressurreição é a nossa esperança nos momentos difíceis.
Por tua ressurreição venceste a violência: que ela nos leve a acreditar na paz.
Por tua ressurreição venceste as divisões: que ela nos leve a acreditar na fraternidade.
Por tua ressurreição venceste o ódio, que ela nos leve a acreditar no amor.
Por tua ressurreição venceste a morte, que ela nos leve a acreditar na vida"

Uma boa semana a todos.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

TESTEMUNHO

Queridos irmãos e irmãs

Transcrevemos abaixo o testemunho da nossa postulante Gleice, que se Deus quiser, logo receberá o Santo Hábito do Carmelo. Este testemunho foi pedido pela associação Sementes do Verbo:

"Olá, meus queridos irmãos da comunidade Sementes do Verbo.

Sou a Gleice e é uma grande alegria poder partilhar um pouco da minha história. Que tudo seja para honra e glória do Senhor que realizou grandes maravilhas em minha vida.

Para começar, pedi ao Espírito Santo que me desse uma Palavra e me foi dada esta de Jeremias 1,4-5: "Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci, antes que saísses do seio, eu te consagrei".
Neste versículo compreendemos um detalhe muito importante: é o Senhor que toma a iniciativa; é Ele que nos escolhe e que primeiro nos amou. Bendito seja Deus!

Antes de conhecer a comunidade, eu já havia escutado o chamado de Deus para a vida consagrada e sentia uma forte inclinação para a vida contemplativa; porém, o medo e a insegurança me impediam de avançar nos desígnios do Criador. Tentando enganar a mim mesma procurava uma congregação que abraçasse tanto a vida ativa como a contemplativa; então conheci as irmãs de Jesus Misericordioso; morei com elas no período de cinco meses, em Marabá.

 Vindo para Belém com essas irmãs fomos visitar uma vocacionada; neste mesmo dia, conheci umas jovens que nos falaram sobre o ano sabático. O tempo foi passando e Jesus falava muito forte ao meu coração: "mergulhe em águas mais profundas!". Sem saber o que aconteceria, pedi para sair.

 Voltando para casa sentia um vazio dentro de mim; supliquei a Deus que me tirasse daquela tristeza e me conduzisse a fazer a Sua Vontade. Como "tudo concorre para o bem dos que amam a Deus", fui na comunidade e conheci a ir. Maria Sara que me convidou para participar do retiro da semana santa, e no meio deste retiro o Senhor me fez o chamado para o ano sabático. Decidi fazer, na esperança de saber definitivamente o meu lugar na Igreja.


Tudo o que eu vivi no ano sabático foi uma grande graça: o percurso Bíblico, os acompanhamentos, as missões e principalmente os retiros onde Nosso Senhor falava muito ao meu coração. Procurei viver bem cada etapa deste ano da graça com o propósito de seguir o Mestre até o fim.
Também dou muitas ações de graças pelo tempo de serviço que não foram poucos mas que me ensinaram a fazer da minha vida uma vida de oração; pois na medida em que eu avançava nos trabalhos, a minha alma amadurecia no amor a Deus e ao próximo.

A comunidade, com efeito tem o seu lado contemplativo e dentro deste ambiente de silêncio e oração pude ver claramente que era este tipo de vida que Jesus sempre desejou para mim e senti uma forte inspiração de vir para o Carmelo, e no ato de fé e abandono disse sim à vontade do Pai.

Nesta nova etapa vocacional busco viver renovando cada dia a minha confiança em Jesus; creio que se Ele me chamou capacitará a minha incapacidade de imitá-Lo na sua pobreza, castidade e obediência. Assim, o nosso Amado, na sua infinita misericórdia tem me dado a graça de viver este carisma contemplativo restaurando as minhas forças na oração e no silêncio, fazendo crescer na minha alma a esperança de estar sempre unida à Sua Vontade. Que Deus abençoe a todos e contem com as minhas orações.
 Gleice Kelly Bessa de Almeida."

sábado, 19 de abril de 2014

DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS

Queridos irmãos e irmãs

Neste Sábado Santo desejo partilhar convosco a 2ª Leitura do Ofício das Leituras para hoje:

De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo
(PG43,439.451.462-463)               (Séc.IV)
A descida do Senhor à mansão dos mortos
Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.
O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.
Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’
Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.
Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.
Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, tua beleza corrompida.
Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.
Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.
Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.
Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade”.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

PÁSCOA



Queridos irmãos, irmãs, amigos e benfeitores do Carmelo

As irmãs carmelitas do Carmelo de Santa Teresinha em Benevides, Pará, desejam a todos uma Semana Santa plena de comunhão com Cristo Jesus, desaguando nas alegrias da Sua Ressurreição Gloriosa. Partilhamos essa mensagem de Santo Atanásio:

“É muito belo, meus irmãos, passar de uma para outra festa, de uma oração para outra, de uma solenidade para outra solenidade. 

Aproxima-se o tempo que nos traz um novo início e o anúncio da santa Páscoa, na qual o Senhor foi imolado....

A graça própria desta celebração festiva não se limita apenas a um determinado momento nem seus raios fulgurantes conhecem ocaso, mas estão sempre prontos para iluminar as almas de todos que o desejam....
...O Deus que desde o princípio instituiu esta festa para nós, concede-nos a graça de celebrá-la cada ano. Ele que, para nossa salvação, entregou à morte seu próprio Filho, pelo mesmo motivo nos proporciona esta santa solenidade que não tem igual no decurso do ano. Esta festa nos sustenta no meio das aflições que encontramos neste mundo. Por ela Deus nos concede a alegria da salvação e nos faz amigos uns dos outros. E nos conduz a uma única assembleia, unindo espiritualmente a todos em todo lugar, concedendo-nos orar em comum e render comuns ações de graças, como se deve fazer em toda festividade. 

É este um milagre de sua bondade: CONGREGA NESTA FESTA OS QUE ESTÃO LONGE E REÚNE NA UNIDADE DA FÉ OS QUE, PORVENTURA, SE ENCONTRAM FISICAMENTE AFASTADOS.”

FELIZ PÁSCOA!

sábado, 29 de março de 2014

O QUE NOS DEFINE COMO CARMELITAS

Queridos irmãos e irmãs

Partilho convosco uma página do Frei Francisco Sales ocd sobre o Carmelo:

"Para aqueles primeiros eremitas, o Monte Carmelo deixou de ser u ma simples referência geográfica para tornar-se um ideal de vida. Da mesma maneira, no decorrer dos séculos, outros aspectos da vida no Carmelo deixaram de ser simples fatos ou lugares históricos para se transformar em símbolos da nossa própria existência, com os quais nos identificamos e que, sem palavras, falam de nós para o mundo.
Enumeramos aqui doze destas referências simbólicas que nos ajudam a perceber melhor os diversos aspectos do nosso Carisma:

1. Peregrinação: Os primeiros carmelitas são peregrinos, homens inconformados com um modelo de viver a fé que, movidos pelo desejo de seguir a Jesus de forma mais radical, buscam na Terra Santa, o Santo da Terra. Constroem o novo, aventuram-se para garantir a autenticidade de sua fé. O Carmelita é por natureza um inquieto, peregrino, inconformado com a mesmice da fé e da história, aventureiro do Absoluto.

2. Grupo, fraternidade: No Carmelo não há um líder carismático, um fundador no estrito senso da Palavra. Há um grupo que, movido por um desejo comum de fidelidade ao Evangelho, encontra-se e constrói um modo de vida. Para o Carmelita, a razão da vida tem sua fonte numa comunidade e está necessariamente direcionada para a construção da fraternidade.

3. Corações famintos: Nós não conhecemos os nomes dos primeiros Carmelitas, mas podemos conhecer seus corações marcados por uma fome. Foram marcados por uma profunda experiência de conversão, saíram do bulício das cidades para viverem na solidão, iniciando uma vida juntos com o intuito de responderem à fome profunda de seus corações.

4. Monte Carmelo: O caminho carmelitano passa necessariamente pelo monte, com todos os significados que a espiritualidade bíblica a ele atribui. É o lugar da parada dos peregrinos, da subida, da jornada para a comunhão com o Senhor, etc. O Monte confere ao grupo um nome, uma identidade, uma terra. Eles irão levá-lo a todos os recantos por onde se espalham, fazendo de suas habitações outros pequenos carmelos, lugares evocativos da aventura inicial.

5. Fonte de Elias: O ponto de parada dos primeiros Carmelitas é a fonte do Profeta, marco memorial dos grandes feitos de Elias. Ao redor da fonte saciam aquela sede mais intensa e, à imitação de Elias, deixam-se consumir de ardente zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos, anunciando a Boa Nova de Deus aos pobres dos povoados ao redor do Monte Carmelo.

6. Celas: Espaço de solidão e de cultivo da intimidade e do encontro com Deus, chão, no qual se nutre a vida através da lectio divina, lugar de luta contra toda forma de escravidão da pessoa e da conquista da liberdade interior.

7. Oratório: Centro de convergência da vida, lugar da celebração do louvor comum que transforma a vida em sacramento da presença de Deus. Espaço para a celebração da Eucaristia, do encontro com o Cristo vivo e presente nno Pão partilhado que se transforma em ponto gravitacional de toda a existência.

8. Senhora do Lugar: O Oratório é consagrado à Virgem Maria, Senhora do Lugar, onde eles próprios se consagram. No coração da visão carmelita está Maria, como força de inspiração a quem eles chamam de irmã e na qual contemplam, como em figura, realizado todo seu desejo de fidelidade ao projeto de Jesus.

9. Um rítmo que orienta a vida: Viviam em um local aprazível e solitário; distantes o suficiente uns dos outros; dedicavam o seu tempo à oração e reflexão; liam as Escrituras e procuravam marcar com suas linhas os seus corações; jejuavam; trabalhavam e marcavam suas vidas ao compasso do silêncio; reuniam-se diariamente para a eucaristia e semanalmente para revisar a vida à luz do propósito comum; viviam uma vida de pobreza; seu líder era eleito e morava à porta da habitação comum; acolhiam e serviam àqueles que batiam a sua porta; desciam do Monte para irradiar a Boa Nova entre o povo do lugar. A vida no Monte Carmelo centrava suas vidas dispersas e apaziguava suas mentes confusas, libertando os seus corações das urgências e compulsões do tempo. Viveram quase 100 anos neste ritmo de vida.

10. A Norma de vida: A vida vivida foi codificada numa Regra que se transforma no referencial permanente, na Fonte que contém as indicações concretas para a fidelidade, sempre aberta para aqueles que fizerem mais. Mais do que normativa, a Regra é um elemento carismático, indicativo e dinâmico.

11. Viagem de volta: diante das dificuldades e perseguições, os carmelitas fizeram a viagem de volta, transfigurados. Deixaram o Carmelo, mas o Carmelo nunca mais os deixou. Forjaram uma nova visão do Carmelo, como referencial espiritual de suas vidas. O Carmelita é aquele que, uma vez bebendo da fonte, é capaz de refazer o caminho de volta e recontar a próprio história a partir da experiência vivida.

12. Mendicância: A dinâmica das Ordens Mendicantes é assimilada pelo Carmelo desde a sua origem e sobretudo a partir do seu retorno na Europa. Momento vivido com os conflitos próprios de toda mudança. A Regra é adaptada à nova realidade e mais uma nota é acrescida à sinfonia inicial do Carmelo, incorporando outros elementos, como a itinerância, a simplicidade de vida, o serviço ao povo de Deus nas realidades desafiadoras das cidades, a abertura ao inesperado, etc.

Estas referências simbólicas estão impressas no coração de cada carmelita, fazem parte do nosso DNA espiritual, renascem em cada nova geração e nos ajudam a entender e a viver melhor o dom especial do Carmelo para a Igreja. Eles nos provocam continuamente em nossos desejos e impulsos de fidelidade,, em nossos projetos e escolhas. Eles nos ajudam, diante dos desafios com os quais nos confrontamos, a recriar o significado de nossa vida e de nossa presença na Igreja e no mundo, mantendo a fidelidade à nossa identidade, atualizando-os numa tensão fecunda entre passado e presente em vista do futuro.

Estes 12 pontos do DNA do Carmelo podem servir como critério para a revisão periódica da nossa vida carmelitana conforme pede a Regra do Carmo quando diz: "Nos domingos ou em outros dias, caso for necessários, vocês devem tratar da observância na vida comum e do bem-estar espiritual das pessoas. Igualmente, nessa mesma ocasião, as transgressões e culpas dos irmãos, que por ventura forem encontradas em algum deles, sejam corrigidas mediante a caridade"

Uma boa semana a todos.

domingo, 23 de março de 2014

DÁ-ME DESTA ÁGUA! –(Santa Teresa de Jesus e a mulher da Samaria)



Queridos irmãos e irmãs

“A figura evangélica da “mulher de Samaria” que conversa com Jesus ao lado do poço de Jacó (Jo 4,5...) é um dos tipos bíblicos prediletos de Santa Teresa de Jesus. Não só pela condição de “mulher”, e de mulher “convertida” no encontro com o Senhor, mas pelo sugestivo simbolismo do poço, a sede e a água. Santa Teresa levava em seu breviário uma estampa com a imagem da Samaritana e de Jesus em cuja margem inferior ela mesma havia escrito: “Domine da mihi aquém” (Senhor, dá-me de beber). Essa petição e o simbolismo da misteriosa sede de Jesus e da água oferecida por Ele, são a base da tipologia doutrinal da mulher samaritana.

A samaritana entrou na vida e experiência de Santa Teresa mesma: “Oh, quantas vezes me recordo da água viva de que falou o Senhor à Samaritana, e assim sou muito afeiçoada àquele evangelho” (Livro da Vida 30,19).

“Lembro-me agora do que muitas vezes tenho pensado daquela santa Samaritana. Quão ferida ela devia estar dessa seta e quão bem tinha compreendido em seu coração as palavras do Senhor (Conc. 7,6).
No mundo dos símbolos manejados por Santa Teresa nas suas obras (sede água, horto, rega...) a Samaritana é o tipo que melhor se encarna.” A alma das “sextas moradas” já não deseja aplacá-la (a sede) a não ser com a água de que nosso Senhor falou à Samaritana. E essa ninguém lhe dá” (Moradas 6,11,5): essa água viva lha darão ao entrar na morada seguiinte. Ao orante contemplativo alenta-o ela recordando-lhe quão próximo está “da fonte de água viva da qual falou Jesus à Samaritana” (C 19,2). De certo modo, a mulher de Samaria simboliza, para Santa Teresa a unidade da vida espiritual: nela se identifica Marta e Maria; ela é o tipo da fecundidade apostólica do contemplativo, que prorrompe no amor ao próximo (Consc. C7, título).

Já em uma das suas últimas páginas, escrita a meados de 1582, Teresa recorda às leitoras de seus Carmelos que aquelas que não chegaram a gozar da solidão da clausura, “devem temer não ter encontrado a água viva de que o Senhor falou à Samaritana e que o seu Esposo delas se ocultou, e com toda razão...” (F 31,46).
Achamos bem, nesse domingo, cujo evangelho fala deste episódio do encontro de Jesus com a Samaritana,  partilhar essa página escrita pelo Frei Patricio Sciadini no livro Dicionário de Santa Teresa de Jesus.

Uma boa semana a todos.

sábado, 8 de março de 2014

O QUE O SENHOR NOS PEDE NA QUARESMA

Queridos irmãos e irmãs

O Projeta Isaías (58,9-14) diz o que o Senhor espera de nós:

"Se destruíres teus instrumentos de opressão e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa;
Se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.
O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida e renovará o vigor do teu corpo;
serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão.......
então te deleitarás no Senhor;
Eu te farei transportar sobre as alturas da terra
e desfrutar a herança de Jacó, teu pai". Falou a boca do Senhor!

Uma boa quaresma a todos!