sábado, 18 de fevereiro de 2017

A ESPOSA, O SOL DA FAMÍLIA


Queridos irmãos e irmãs, 

Partilho hoje convosco esta belíssima alocução do Papa Pio XII que é lida no Sábado, Ofício das Leituras desta semana que termina:

Segunda leitura
De uma Alocução a um grupo de recém-casados, de Pio XII, papa

(Discorsi e Radiomesaggi, 11mart. 1942: 3,385-390)              (Séc.XX)

A esposa, o sol da família

A família tem o brilho de um sol que lhe é próprio: a esposa. Ouvi o que a Sagrada Escritura afirma e sente a respeito dela: A graça da mulher dedicada é a delícia do marido. Mulher santa e pudica é graça primorosa. Como o sol que se levanta nas alturas do Senhor, assim o encanto da boa esposa na casa bem-ordenada (Eclo26,16.19.21).

Realmente, a esposa e mãe é o sol da família. É sol por sua generosidade e dedicação, pela disponibilidade constante e pela delicadeza e atenção em relação a tudo quanto possa tornar agradável a vida do marido e dos filhos. Irradia luz e calor do espírito.

Costuma-se dizer que a vida de um casal será harmoniosa quando cada cônjuge, desde o começo, procura não a sua felicidade, mas a do outro. Todavia, este nobre sentimento e propósito, embora pertença a ambos, constitui principalmente uma virtude da mulher

Por natureza, ela é dotada de sentimentos maternos e de uma sabedoria e prudência de coração que a faz responder com alegria às contrariedades; quando ofendida, inspira dignidade e respeito, à semelhança do sol que ao raiar alegra a manhã coberta pelo nevoeiro e, quando se põe, tinge as nuvens com seus raios dourados.

A esposa é o sol da família pela limpidez do seu olhar e o calor da sua palavra. Com seu olhar e sua palavra penetra suavemente nas almas, acalmando-as e conseguindo afastá-las do tumulto das paixões. Traz o marido de volta à alegria do convívio familiar e lhe restitui a boa disposição, depois de um dia de trabalho ininterrupto e muitas vezes
esgotante, seja nos escritórios ou no campo, ou ainda nas absorventes atividades do comércio ou da indústria.

A esposa é o sol da família por sua natural e serena sinceridade, sua digna simplicidade, seu distinto porte cristão; e ainda pela retidão do espírito, sem dissipação, e pela fina compostura com que se apresenta, veste e adorna, mostrando-se ao mesmo tempo reservada e amável.Sentimentos delicados, agradáveis expressões do rosto, silêncio e sorriso sem malícia e um condescendente sinal de cabeça: tudo isso lhe dá a beleza de uma flor rara mas simples que, ao desabrochar, se abre para receber e refletir as cores do sol.

Ah, se pudésseis compreender como são profundos os sentimentos de amor e de gratidão que desperta e grava no coração do pai e dos filhos, semelhante perfil de esposa e de mãe!

Uma boa semana a todos!


sábado, 31 de dezembro de 2016

CANÇÃO DE LOUVOR - SALMO 33

Queridos irmãos e irmãs

Neste último dia do Ano é dia de agradecer a Deus por todos os benefícios que Ele nos deu neste ano que termina. E também refletir sobre o que Ele nos pede para que nosso próximo Ano seja melhor e dê mais glória a Deus. 

Boa medida é ler bem devagar o Salmo 33:

"Todos vocês que obedecem a Deus, o Senhor, alegrem-se por causa daquilo que Ele tem feito!
Louvem a Deus todas as pessoas honestas.
Toquem lira em louvor ao Senhor.
Cantem louvores com acompanhamento da harpa de dez cordas.
Cantem a Deus uma nova canção.
Toquem harpa e gritem bem alto.

As palavras do Senhor são verdadeiras.
Tudo o que Ele faz merece confiança.
O Senhor Deus ama tudo o que é certo e justo.
A terra está repleta do seu amor.

Por meio da sua Palavra, o Senhor fez os céus
Pela sua ordem Ele criou o sol, a lua e as estrelas.
Deus juntou os mares num lugar só
e guardou o oceano em reservatórios.

Que toda a terra tema a Deus, o Senhor.
Que todos os habitantes do mundo O temam!
Pois Ele falou e o mundo foi criado,
Ele deu ordem e tudo apareceu.

O Senhor acaba com os planos maus das nações
Ele não deixa que eles se realizem.
Mas o que o Senhor planeja dura para sempre,
as suas decisões permanecem eternamente.

Feliz a nação que tem o Senhor como o seu Deus!
Feliz o povo que o Senhor escolheu para ser dele!

O Senhor Deus olha do céu e vê toda a humanidade.
Do lugar onde mora Ele observa todos os que vivem na terra.
É Deus quem forma a mente deles
e quem sabe tudo o que fazem.
........
É o Senhor Deus quem protege aqueles que o temem
E é Ele que guarda aqueles que confiam no seu amor.

Ele os salva da morte
E nos tempos de fome os conserva com vida.

Nós pomos a nossa esperança em Deus, o Senhor:
Ele é a nossa ajuda e o nosso escudo.

O nosso coração se alegra por causa do que o Senhor tem feito;
Nós confiamos Nele porque Ele e Santo!

Ó Senhor Deus, que o teu amor nos acompanhe,
pois nós pomos em Ti a nossa esperança!"

FELIZ ANO NOVO A TODOS!


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

OS ESPAÇOS QUE DEUS ENCONTROU PARA MANIFESTAR A SUA HUMILDADE


Queridos irmãos e irmãs

Partilho uma pequena reflexão com vocês:

O espaço que Deus encontrou para manifestar a sua humildade:

1.       A natureza humana – Ele se encarnou,
Encontrou suas delícias em estar com os filhos dos homens.

Assumiu a nossa condição humana, aceitou em si as leis da humanidade – a fragilidade de uma criança, em tudo dependente de seus pais ou dos adultos.

Falando dos bens materiais, assumiu a pobreza, nascendo numa gruta, sendo colocado numa manjedoura, sem nenhum conforto a não ser os braços amorosos de sua Mãe, e o carinho de seu pai adotivo.

Eis o NATAL!

2.       Na sua vida adulta, como diz São Paulo: “fez-se obediente até a morte e morte de Cruz”.
E como diz São João: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”.

Materialmente falando,” não tinha onde reclinar a cabeça”.

Reclinou-a numa pedra, no monte do Getsemani, dizendo o seu FIAT  à vontade de seu amado Pai.

Aceitou então todos os trabalhos da Paixão: as humilhações mais dolorosas, foi esbofeteado, cuspido, flagelado, coroado de espinhos, despido,  e finalmente, encostou sua sagrada cabeça no lenho da Cruz. Entregou seus membros para serem transpassados. De seus lábios saíram sete palavras divinas. Doou o paraíso a um ladrão, entregou-nos sua Mãe, pediu ao Pai que perdoasse o que estavam fazendo com Ele, manifestou a sua sede, mais de almas do que de água, sentiu o mais terrível dos sofrimentos – sentiu-se abandonado pelo seu Deus-Pai, mas não perdeu a confiança e a Ele entregou o seu Espírito, que Ele bem sabia que lhe seria restituído após 3 dias.

EIS O MISTÉRIO DA NOSSA REDENÇÃO!
Que iniciou no mistério da Encarnação.

3.       Mas não parou aí.
Encontrou ainda um outro espaço onde ocultar-se para melhor estar conosco:
O trigo, triturado,  amassado, cozido, transformado em pão, e a uva espremida, transformada em vinho.
Não poderia encontrar elementos mais simples, mais quotidianos, elementos que  são alimentos para o corpo e que Ele transformou, transubstanciou, e tornou alimentos para nutrir a nossa alma.

De uma maneira muito simples, pobre, poderia ficar sempre conosco, no Sacrário ou ainda melhor, no nosso coração – sacrário que Ele mais ama.

EIS O MISTÉRIO DA EUCARISTIA!
Que não poderia ter acontecido sem os outros dois mistérios – Encarnação e Redenção.

Aprendamos com Jesus a sermos humildes, pobres, plenamente unidos à Vontade de Deus, encontrando nossa perfeição em reconhecermos nossas imperfeições, limitações, incapacidades e deficiências, e entregando-as amorosamente nas mãos do Pai, neste Natal e em cada dia do próximo ano.

MENSAGEM PARA O NATAL

Eu vi brilhar a estrela luminosa
Que me indicava o berço do meu Rei,
E na noite calma e misteriosa
Ela parecia se orientar para mim.
Depois ouvi, cheia de encanto
A voz do Anjo que me disse:

“Recolhe-te...
É em tua alma
Que o mistério se cumpriu.
Jesus esplendor do Pai,
Em ti se encarnou.
Com a Virgem Mãe
Estreita o teu Bem-Amado,
Ele é teu”


(Santa Elisabete da Trindade

domingo, 4 de dezembro de 2016

BUSCO A TUA FACE!

Queridos irmãos e irmãs

Este 2º domingo do Advento que tem leituras tão profundas que vale a pena meditar.
Mas vou partilhar convosco a 2ª leitura do Ofício das Leituras de 5ª feira da semana que terminou.

Do livro “Proslógion”, de Santo Anselmo, bispo
(Cap. I: Opera omnia, Edit. Schmitt, Seccovii, 1938, 1,97-100)            (Séc. XII)

O desejo de contemplar a Deus
Vamos, coragem, pobre homem! Foge um pouco de tuas ocupações. Esconde-te um instante do tumulto de teus pensamentos. Põe de parte os cuidados que te absorvem e livra-te das preocupações que te afligem. Dá um pouco de tempo a Deus e repousa nele.
Entra no íntimo de tua alma, afasta tudo de ti, exceto Deus ou o que possa ajudar-te a procurá-lo; fecha a porta e põe-te à sua procura. Agora fala, meu coração, abre-te e dize a Deus: Busco a vossa face; Senhor, é a vossa face que eu procuro (Sl 26,8).
E agora, Senhor meu Deus, ensinai a meu coração onde e como vos procurar, onde e como vos encontrar.
Senhor, se não estais aqui, se estais ausente, onde vos procurarei? E se estais em toda parte, por que não vos encontro presente? É certo que habitais numa luz inacessível, mas onde está essa luz inacessível e como chegarei a ela? Quem me conduzirá e nela me introduzirá, para que nela eu vos veja? E depois, com que sinais e sob que aspecto vos devo procurar? Nunca vos vi, Senhor meu Deus, não conheço a vossa face.
Que pode fazer, altíssimo Senhor, que pode fazer este exilado longe de vós? Que pode fazer este vosso servo, sedento do vosso amor, mas tão longe da vossa presença? Aspira ver-vos, mas vossa face se esconde inteiramente dele. Deseja aproximar-se de vós, mas vossa morada é inacessível. Aspira encontrar-vos, mas não sabe onde estais. Tenta procurar-vos, mas desconhece a vossa face.
Senhor, vós sois o meu Deus, o meu Senhor, e nunca vos vi. Vós me criastes e redimistes, destes-me todos os meus bens e ainda não vos conheço. Fui criado para vos ver e ainda não fiz aquilo para que fui criado.
E vós, Senhor, até quando? Até quando, Senhor, nos esquecereis, até quando nos ocultareis a vossa face? Quando nos olhareis e nos ouvireis? Quando iluminareis os nossos olhos, e nos mostrareis a vossa face? Quando voltareis a nós?
Olhai-nos, Senhor, ouvi-nos, mostrai-vos a nós. Dai-nos novamente a vossa presença para sermos felizes, pois sem vós somos tão infelizes! Tende piedade dos rudes esforços que fazemos para alcançar-vos, nós que nada podemos sem vós.
Ensinai-me a vos procurar e mostrai-vos quando vos procuro; pois não posso procurar-vos se não me ensinais nem encontrar-vos se não vos mostrais. Que desejando eu vos procure, procurando vos deseje, amando vos encontre, e encontrando vos ame.

Uma boa semana a todos!


sábado, 26 de novembro de 2016

ADVENTO

Queridos irmãos e irmãs

Neste Domingo começamos o novo Ano Litúrgico e o tempo do Advento. Tempo querido pois lembra a expectativa da Vinda do Redentor. Já veio uma vez e todos os anos relembramos essa vinda no Natal. Virá uma segunda vez quando os tempos se concluírem, para o início do novo céu e da nova terra. Mistério escondido no coração de Cristo. Enquanto isso clamamos: Vem, Senhor Jesus! E ele responde: Eis que venho breve! (Apc).

É tempo também de agradecer todas as coisas boas que aconteceram nesse ano. A grande graça do Jubileu da Misericórdia.

É tempo de esperar que no novo ano nosso coração se dilate no Amor a Deus e ao próximo, nas obras de misericórdia, pois um dia seremos julgados acerca do Amor.

É tempo de agradecer o dom da fé e a graça de viver na presença de Deus e tempo de pedir que todos vivam conscientes desse Deus que conserva a vida e a faz crescer. Nada fazer sem Ele.Tudo fazer com Ele e para Ele.

Vivamos bem essas quatro semanas do Advento que preparam o nosso Natal  Deus conosco!

Uma boa semana a todos.

sábado, 5 de novembro de 2016

SANTA ELISABETH DA TRINDADE

Queridos irmãos e irmãs

No dia 16 de Outubro de 2016 tivemos a alegria da canonização de Elisabeth da Trindade, grande santa do carmelo teresiano. Dia 08 de Novembro, data em que no Carmelo se comemora a sua memória, teremos a Santa Missa em ação de graças por mais esse Dom de Deus ao Carmelo.

Abaixo um pequeno resumo de sua vida:

Isabel Catez Rolland, filha de Francisco José e de Maria, nasceu perto de Bourges, na França, num acampamento militar do campo de Avor, na manhã de domingo, dia 18 de julho de 1880, tendo sido batizada no dia 22 de julho, na capela do mesmo acampamento.

Desde menina distinguiu-se por seu temperamento apaixonado, um tanto agressivo, mas por outro lado, marcado por uma agradável sensibilidade. Seu pai faleceu no dia 2 de outubro de 1887, de repente, vítima de uma crise cardíaca. Elisabeth tinha então sete anos e dois meses. Relembrará dez anos mais tarde essa hora trágica. A morte do pai causará a "conversão" e mudança de caráter sua, como fruto de sua vida de ascese e oração. Faz sua primeira comunhão no dia 19 de abril de 1891, em Dijon. Indo com outras companheiras visitar o Carmelo recebe um "santinho" da Priora, Madre de Jesus, que na dedicatória traduz o nome Elisabeth por "Casa de Deus".

Desde os 8 anos estudou música no Conservatório de Dijon. Todos os dias passava horas ao piano. Muitas vezes participou em concertos organizados na cidade. Seu talento precoce merece elogios nos jornais locais. No dia 24 de julho de 1893, apesar da sua pouca idade, obteve o primeiro prêmio de piano no Conservatório.

A jovem Elisabeth frequentará a sociedade local.

No dia 2 de janeiro de 1901, aos 21 anos ingressou no Carmelo Descalço de Dijon, cidade onde vivia com sua família. Recebeu  o hábito no dia 8 de dezembro de 1902 e no dia 11 de janeiro de 1903 emitiu seus votos religiosos na Ordem do Carmelo, que já amava com toda sua alma.

Com sua vida e doutrina, breve mas sólida, exerce grande influência na espiritualidade atual, especialmente por sua experiência trinitária. Em sua obra distinguem-se Elevações, Retiros, Notas Espirituais e Cartas.

Foi beatificada pelo papa João Paulo II,, no dia 25 de novembro de 1984, festa de Cristo Rei. E canonizada em 16 de outubro de 2016. Sua festa é celebrada no dia 8 de novembro.

Irmã Elisabeth é uma alma que se transformou dia a dia no mistério trinitário. Enamorada por Jesus Cristo,que é o seu livro preferido, eleva-se à Trindade, até que “Isael desaparece, perde-se e se deixa invadir pelos Três”.

Amou intensamente sua vocação carmelita e também amou e imitou a “Janua Coeli” como ela chamava Nossa Senhora. Andou a passos largos no caminho da perfeição.

Faleceu no dia 9 de novembro de 1906, vítima de úlcera estomacal, murmurando, quase cantando: “Vou à luz, ao amor, à vida”.

“O abismo da nossa miséria atrai o abismo da misericórdia divina. Valorizar o sofrimento e crer no amor” (Carta 252).

Uma boa semana para todos.



quarta-feira, 26 de outubro de 2016

ENTENDERÁS MAIS TARDE

Queridos irmãos e irmãs

Partilho convosco essa reflexão muito importante sobre o lavapés, tirada do Livro Falar com Deus, da editora Quadrante:

NA ÚLTIMA NOITE que Jesus passou com os seus discípulos antes da sua Paixão e Morte, num determinado momento daquela Ceia íntima, levantou-se, depôs o manto e, pegando numa toalha, cingiu-se1. São João, o Evangelista que nos deixou escritas as suas inesquecíveis recordações da Quinta-Feira Santa, descreve pausadamente aqueles acontecimentos que com tanta profundidade lhe ficaram gravados para sempre: Depois lançou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, e a limpar-lhos com a toalha com que se tinha cingido.
Tudo transcorria normalmente, ante o assombro dos Apóstolos, que não se atreviam a dizer palavra, até que o Senhor chegou a Pedro, que manifestou em voz alta a sua surpresa e a sua negativa: Senhor, tu lavares-me os pés? Jesus respondeu-lhe: O que eu faço, tu não o entendes agora, mas entendê-lo-ás mais tarde. Depois de um afável braço-de-ferro com o Apóstolo, Jesus lavar-lhe-á os pés, como o fizera com os outros. Com a vinda do Espírito Santo, ao relembrar esses acontecimentos, Simão compreendeu o significado profundo do gesto do Mestre, que assim quis ensinar aos que seriam as colunas da Igreja a missão de serviço que os aguardava.
O que eu faço, tu não o entendes agora... Passa-se conosco o mesmo que com Pedro: às vezes, não compreendemos os acontecimentos que o Senhor permite: a dor, a doença, a ruína econômica, a perda do emprego, a morte de um ser querido quando estava no começo da vida... Ele tem uns planos mais altos, que abarcam esta vida e a felicidade eterna. A nossa mente mal alcança as coisas mais imediatas, uma felicidade a curto prazo. Como não havemos de confiar no Senhor, na sua Providência amorosa? Só confiaremos nEle quando os acontecimentos nos parecerem humanamente aceitáveis? Estamos nas suas mãos, e em nenhum outro lugar poderíamos estar melhor. Um dia, no fim da nossa vida, o Senhor explicar-nos-á em pormenor o porquê de tantas coisas que agora não entendemos, e veremos a sua mão providente em tudo, até nas coisas mais insignificantes.
Se diante de cada fracasso, diante dos acontecimentos que não sabemos discernir, ante a injustiça que nos revolta, ouvirmos a voz consoladora de Jesus que nos diz: O que eu faço, tu não o entendes agora, mas entendê-lo-ás mais tarde, então não haverá lugar para o ressentimento ou para a tristeza. “Porque tudo o que acontece está previsto por Deus e ordenado para a salvação do homem e para a sua plena realização na glória; se o que acontece é bom, Deus o quer; se é mau, não o quer, permite-o, porque respeita a liberdade do homem e a ordem natural, mas tem nas suas mãos o poder de tirar bem e proveito para a alma, mesmo do mal”2.
Em face dos acontecimentos que fazem sofrer, tem de sair do fundo da nossa alma uma oração simples, humilde, confiante: Senhor, Tu sabes mais, abandono-me em Ti. Entenderei mais tard